
ardem-me no rosto os leitos das lágrimas, e em sal se me enrola a pele aos fiapos desprendida. inefável, tento desatar os braços das teias que enrolei em cada veia, e o fígado contorce-se-me numa ansiedade incerta. procuro, sem conseguir abrir os olhos que me ardem, um novo espaço para ser, sem conseguir calar o cérebro pelo ínfimo de tempo necessário para distinguir os gritos das falas mudas. preciso de uma nova morada. não posso mais habitar esta dor indigesta que me estala no peito.